quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Assim como o diabo foge da cruz

Acho que estou fugindo da minha terapeuta. Pra falar a verdade, estou fugindo de um assunto que me desagrada. Incomoda. Nem sei se acredito mesmo no que soube. Mas, por enquanto, não quero falar. Nem com a coitada da doutora que fica me esperando aparecer. E eu só furo. É porque eu sei que, no fundo, esse assunto vai ser o primeiro que eu vou abordar na próxima sessão. Preciso soltar o peso em alguém.

Divagações tardias

Não cheguei a comentar aqui a internação do Fábio Assunção por vício em droga. Foi no meu período sabático do blog. Mas vamos lá.


Só que não vou dizer tudo que já foi dito sobre o caso dele: todo mundo sabe que a droga é cocaína, que ele já tinha sido pego com um traficante (onde há fumaça...), que ele foi muito corajoso em admitir isso publicamente e mais ainda em se internar para reabilitação. É preciso uma dose muito boa de coragem para dar esse passo. E de humildade.

Em vez de criticar ou dissertar sobre o tema, vou contar um caso envolvendo ele. E eu.

Há uns 4 anos, eu estava no Filial (meu bar preferido entre todos os bares, especialmente agora que o Ailton voltou) com uma amiga da faculdade e com outros dois amigos jornalistas. Conversa vai, conversa vem, chope chega, copo vazio... entra o Fábio Assunção. Lindo. De boné. Magro. Uns olhos azuis. E senta na mesa do meu lado. Eu quase tive um troço. Derrubei o saleiro da mesa. Gaguejei.

Porque, quando eu era criança, eu amava o sujeito. Ele nem é tão mais velho que eu assim, mas eu era bem moleca quando ele começou a ficar famoso. Na novela Vamp. Eu era daquelas fãs que se achavam próximas do cara por saberem de histórias da vida dele, como as que minha tia contava da época em que ela dava aula pra ele numa escola da Vila Mariana, em São Paulo.

Minha amiga também quase surtou. Ficamos meio bestas com a presença dele (junto da namorada, que já era a mesma de hoje, se não me engano). Só faltou pegarmos autógrafo, mas daí já era demais. A gente já é meio velha pra isso.

O que essa história tem a ver? Sei lá. Acho que é porque me fez lembrar que a droga pode pegar qualquer um. Desde um ator famoso, que a gente admira ou simplesmente acha bonito, até um parente nosso, que a gente ama. Vai do ídolo ao comum, não escapa ninguém.