quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Vambora

O certo é que to vivendo, eu to tentando...
Bota a vida pra andar, porque não dá pra ficar parado esperando a vida acontecer. Faça sua programação, planeje suas viagens. E tenta relevar os problemas, tenta esquecer da parte bizarra e inesperada da vida. Sobressaltos existirão mesmo, não dá pra lutar contra isso. Nem forçar a barra para a situação se normalizar antes da hora.
Então, pega a malinha e a cuia e vá pra MS como já era desejado. Deixa o problema em Rio Preto, quieto, porém latente.
Let's have fun.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Divino?

Restaurar confiança é divino? Vou dar risada disso, prometo.
Divino que nada. É uma merda. É foda.
Com o perdão das palavras.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A quebra da confiança

Uma vida inteira de atos corretos é manchada por um único erro grave. Fatalista? Sim, mas é duro admitir que é verdade. Existem muitos casos por aí para comprovar.
Por isso, quando ela pede para passar o feriado na companhia dos parentes em Minas, a cabeça já entra em parafuso: será que ela já tem capacidade para isso? Será que não vai aprontar de novo? Olha, ela já está morando sozinha em Rio Preto, fazendo faculdade. Um voto de confiança já foi dado.
A verdade é que é preciso confiar. Acreditar que o erro não vai se repetir. Tem que dar uma segunda chance. É fácil, fácil falar. Quando acontece com a gente é que são elas. Ser capaz de dar uma segunda chance é um dom, eu acho. Poder perdoar é nobre. E, uma vez concedida a tal segunda chance, o jeito é administrar os pavores e medos decorrentes da decisão (e que estarão presentes todas as horas do dia, pode acreditar).
Há muita gente sendo agraciada com a possibilidade de consertar um erro. Tem gente que nem sabe disso... apenas desconfia.
Restaurar a confiança quebrada é divino. Mas leva tempo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Virtude

Tenta achar que não é assim tão mal
Exercita a paciência

To exercitando, to exercitando a santa paciência.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O pé atrás

Ela começou na universidade. Vai tentar veterinária (depois de querer educação física, entrar para medicina, bombar por falta em medicina, largar medicina...). Bicho é terapêutico, pelo menos. Tomara que dê certo, é a única coisa que penso.
Mas eu confesso que, em alguns momentos, eu não acredito que vá dar certo ainda. De novo. É como se alguma coisa dentro de mim tivesse morrido em relação a essa questão, a ela. Acho que foi a esperança cheia que morreu. Hoje, só existe uma meia esperança. Calejada. Frustrada. Esperança se frustra? Porque eu fico frustrada com a falta dela. Mas será que ela própria se frustra? Vai ver é isso: a esperança fica frustrada e frustra a gente. Deixa sem horizonte. Eu que andava tão esperançosa...
Diminuí o ritmo de escrever aqui porque decidi que vou tomar as rédeas da minha vida, impedir que o problema dela vire constantemente meu também. Opa, já falei sobre isso.
Eu acho que ela deveria ter esperado passar os primeiros dias de aula, que servem só para receber trote. E trote envolve bebida, todos sabemos. Diz ela que quer enfrentar o problema de frente, sem adiar. Muito louvável. Mas eu ainda acho que devia ter esperado. Pra que se testar tanto assim? Tem necessidade? Não, não tem.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Pasalix

Eu tremo e tenho taquicardia.
Meu estômago dói.
Minha vista fica meio turva.
Eu respiro devagar para a angústia passar.
E tomo um Pasalix contra a ansiedade.
Para poder dormir.
Amanhã vai ser outro dia.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Mas é carnaval

Como já escrevi num post passado, carnaval é época de excessos. Realmente. Os sites só noticiam dois tipos de informação: a farra da galera e mortes. Além das "comuns" da época, como em acidentes de trânsito, teve até atropelamento por trio elétrico. Fora os afogamentos. O que será que passa na cabeça dessa gente? "Oba, é carnaval, vou enfiar o pé na jaca". Só pode ser. É isso mesmo: eu tive épocas assim. Eu já cheguei a terminar um carnaval completamente rouca. Sem memória. E com 9 roxos, todos de origem desconhecida ou esquecida. Tem uma hora que passa da conta... Não entendo como tem gente que fica nessa a vida inteira.
Resumo do carnaval:
- Mulher praticamente pelada. As "musas" do carnaval. O biquíni que arrebentou.
- Três morrem em acidente. Dois desaparecem em cachoeira. Trio elétrico desgovernado atropela quatro e mata dois.
Peguei pinimba de carnaval. Quero mais é que chegue a quarta-feira de cinzas. Que palhaçada.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O mundo acordar, e a gente dormir

Teve uma época em que meus sonhos eram enigmáticos, daqueles que é preciso decifrar para entender. Cheios de símbolos, sabe... Mas isso foi antes, uns meses atrás. Faz uma semana que eles têm sido bem reais. Desses que te fazem acordar meio desatordoado: foi só um sonho mesmo?
Uma coisa é sonhar com um pântano, enlamaçado, com meu pai sendo arrastado lodo adentro por um urso. Ou então sonhar que está apagando um incêndio. Vários incêndios, em uma fileira de ar-condicionado.
Outra coisa é sonhar, com todas as imagens, com droga. Em um dos sonhos recentes, eu vivia em uma família que traficava drogas. No outro, que foi esta noite que passou, eu achava cocaína no bolso da calça da minha irmã, escondida. E perguntava a ela: onde você conseguiu isso? Ela não dizia. Quem te deu isso? Você comprou? E ela, nada. Quando ela resolveu falar, disse que tinha ganhado o papelote branco de um amigo (que existe na vida real, mas que eu não vou citar nominalmente aqui). E eu pra ela: você não entende que precisa se afastar dessas pessoas? Não percebe que tem que fazer novas amizades, se relacionar com quem se importa com você? Essas pessoas não estão nem aí pra você! Não percebe isso?
Parecia até o filme repetido do último ano da vida dessa família.