Na segunda-feira (14/6) ela me ligou à tarde para saber se eu estava bem, porque tinha tido um pesadelo comigo no qual eu a encontrava "daquele jeito, suja e drogada" na rua.
"Eu estou bem", respondi. "E você?", devolvi. "Está sentindo alguma recaída, vontade de usar de novo?", perguntei, já com a pulga atrás da orelha. Ela respondeu que não.
Eu ainda comentei com ela que sonhos e pesadelos, às vezes, refletem o nosso inconsciente, as nossas vontades, o que pensamos durante o dia. Ela disse que estava tudo bem, tinha sido só um pesadelo.
Bem, naquela noite, o pesadelo começou mesmo. Mas para mim, para meus pais, irmão. Porque ela havia sumido.
Imagina o sentimento de culpa, o peso na consciência que eu senti ao saber, tarde da noite. Foi mais uma noite mal dormida e ainda com o agravante de ela ter me ligado naquele dia. Achei que pudesse ter percebido, feito alguma coisa. Achei que pudesse ter ajudado.
Mas, não. A culpa não é minha nem de ninguém.
Quando eu soube que ela tinha chegado em casa e estava com meu pai, no dia seguinte, eu senti um alívio tão grande, mas tão grande... Um misto de felicidade de saber que ela estava viva e de que, na falta de uma bola de cristal, eu não descobri o que se passava quando ela me ligou.
Hoje o que eu sinto é um misto de raiva e dó.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Copia e cola
"Inferno"
Leia o que eu vou escrever: a droga ainda vai acabar com minha família.
Eu acabei de me imaginar batendo nela só de pensar nas merdas que ela vai fazer de novo, porque vai acontecer tudo de novo, porque nada vai mudar dessa vez de novo e ela, de novo, vai fazer só aquilo que ela quer.
Uma hora eu explodo e acho que não vai ter pai do meu lado.
(nota: talvez eu só reveja essa parte que fala de pai)
Leia o que eu vou escrever: a droga ainda vai acabar com minha família.
Eu acabei de me imaginar batendo nela só de pensar nas merdas que ela vai fazer de novo, porque vai acontecer tudo de novo, porque nada vai mudar dessa vez de novo e ela, de novo, vai fazer só aquilo que ela quer.
Uma hora eu explodo e acho que não vai ter pai do meu lado.
(nota: talvez eu só reveja essa parte que fala de pai)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Inferno
Leia o que eu vou escrever: a droga ainda vai acabar com minha família.
Eu acabei de me imaginar batendo nela só de pensar nas merdas que ela vai fazer de novo, porque vai acontecer tudo de novo, porque nada vai mudar dessa vez de novo e ela, de novo, vai fazer só aquilo que ela quer.
Uma hora eu explodo e acho que não vai ter pai do meu lado.
Eu acabei de me imaginar batendo nela só de pensar nas merdas que ela vai fazer de novo, porque vai acontecer tudo de novo, porque nada vai mudar dessa vez de novo e ela, de novo, vai fazer só aquilo que ela quer.
Uma hora eu explodo e acho que não vai ter pai do meu lado.
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