Depois de uma crise nervosa e de ansiedade, de duas noites mal dormidas, de ficar dois sem comer praticamente nada... acharam a menina. Estava dormindo em um barraco de um informante da polícia. Tinha vestido as roupas e o sapato de grife pra comprar droga. Foi pra "boca" de mototaxi (porque até o viciado que estava com ela teve medo de ir até lá).
A descrição do meu pai quando a viu: um traste humano. Vestida com uma calça curta e 3 vezes menor que o seu tamanho, um moletom 2 vezes maior do que ela e outro moleton amarrado na cintura. Além de um chinelo Havaianas furado na sola. De cabelo sujo. Fedendo muito.
O fim do mundo. No fundo do poço.
Um traste humano. Até daqui 8 meses.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
48 horas
As primeiras 48 horas já se foram, mas ainda assim a polícia pediu para esperar mais um pouco, para ainda não prestar queixa de desaparecimento. Diz o delegado, que parece que é ex-viciado (pois é, isso existe), que de 48 a 72 horas os drogaditos voltam para casa. Ou porque acabou o dinheiro ou porque se empanturraram da droga. Pois é, isso também acontece. Será que é como chocolate: chega uma hora que enjoa?
Só sei que, de coitadinha viciada, que todos tinham dó e tentavam ajudar por compaixão, ela passou a louca e inconseqüente, que merece uma surra. Uma bela duma surra. Eu só não penso nela com mais raiva porque meu instinto familiar, de irmã, me impede. Eu tenho medo de ela não aparecer nunca mais.
Mas, olha, se aparecer (tem que aparecer), ela vai se ver comigo. Nem que seja por email.
Porque eu não quero nem vê-la por enquanto.
Só sei que, de coitadinha viciada, que todos tinham dó e tentavam ajudar por compaixão, ela passou a louca e inconseqüente, que merece uma surra. Uma bela duma surra. Eu só não penso nela com mais raiva porque meu instinto familiar, de irmã, me impede. Eu tenho medo de ela não aparecer nunca mais.
Mas, olha, se aparecer (tem que aparecer), ela vai se ver comigo. Nem que seja por email.
Porque eu não quero nem vê-la por enquanto.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Seria cômico...
... se não fosse trágico.
"Um comerciante da cidade de Pindamonhangaba, a 145 km da capital paulista, morreu nesta quarta-feira (23) após passar veneno de sapo no próprio corpo, de acordo com policiais do 5º Batalhão do Interior. Segundo informações dos investigadores que acompanham o caso, o homem, de 52 anos, foi orientado por um curandeiro da cidade. Ele teria dito que esse procedimento afastaria o filho da vítima das drogas." (site G1, notícia publicada hoje)
A que ponto chega o desespero das pessoas.
Eu já fui até em pai-de-santo.
"Um comerciante da cidade de Pindamonhangaba, a 145 km da capital paulista, morreu nesta quarta-feira (23) após passar veneno de sapo no próprio corpo, de acordo com policiais do 5º Batalhão do Interior. Segundo informações dos investigadores que acompanham o caso, o homem, de 52 anos, foi orientado por um curandeiro da cidade. Ele teria dito que esse procedimento afastaria o filho da vítima das drogas." (site G1, notícia publicada hoje)
A que ponto chega o desespero das pessoas.
Eu já fui até em pai-de-santo.
Não é culpa sua
Não é culpa de ninguém. Vocês foram bons pais.
De três, um deu errado... e só até agora. De repente, daqui pra frente, muda.
Se bem que fica difícil ter esperança - em vez de raiva -, já que ela sumiu mais uma vez. Hoje é quinta, 14h. Ela desapareceu terça, 22h. Com um menino que vive nas mesmas condições que ela, com a diferença de que a família do coitado já desistiu dele. Entregou pra Deus, como dizem. Talvez essa deveria ser a atitude dos meus pais: deixar sem amparo, para que ela colha os frutos podres que plantou.
Ninguém além dela é responsável pela situação atual. Ninguém, além dela própria, cavou essa cova, esse buraco. Causou esse tornado, carregando todo mundo junto. Só que não dá mais para ser levado pela loucura dela. Não dá mais para sentir tanta culpa.
É preciso se amarrar em algo bem pesado, pra manter os pés no chão e a cabeça boa. E deixar que ela se estabaque no chão sozinha.
Porque vocês foram bons pais. Olhem para mim. Para o Henrique. Nem tudo é horror.
De três, um deu errado... e só até agora. De repente, daqui pra frente, muda.
Se bem que fica difícil ter esperança - em vez de raiva -, já que ela sumiu mais uma vez. Hoje é quinta, 14h. Ela desapareceu terça, 22h. Com um menino que vive nas mesmas condições que ela, com a diferença de que a família do coitado já desistiu dele. Entregou pra Deus, como dizem. Talvez essa deveria ser a atitude dos meus pais: deixar sem amparo, para que ela colha os frutos podres que plantou.
Ninguém além dela é responsável pela situação atual. Ninguém, além dela própria, cavou essa cova, esse buraco. Causou esse tornado, carregando todo mundo junto. Só que não dá mais para ser levado pela loucura dela. Não dá mais para sentir tanta culpa.
É preciso se amarrar em algo bem pesado, pra manter os pés no chão e a cabeça boa. E deixar que ela se estabaque no chão sozinha.
Porque vocês foram bons pais. Olhem para mim. Para o Henrique. Nem tudo é horror.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
É preciso perdoar
No meio das notícias sobre o assassinato horrendo da menina Isabella (com dois 'L's), uma frase me chamou a atenção. Primeiro por sua natureza superior, por assim dizer. Segundo por ser a mais pura verdade.
"O perdão é, na verdade, para a gente se livrar do ódio. Se você
não perdoa e fica com ódio, com o tempo você é que está condenado, fica
doente, passa as noites sem dormir” (Masataka Ota, pai de um menino de 7 anos que foi seqüestrado e morto em 1997)
E não é assim mesmo? Pensa bem: se não perdoamos as pessoas pelo mal que nos fizeram, sentimos uma raiva muito grande para sempre. Mas é fácil? Não, não é fácil perdoar. Nem um pouco. Por isso que, dizem por aí, perdoar é divino. E talvez por isso seja tão difícil perdoar, por sermos nós simples humanos, cheios de defeitos, de dores indescritíveis, de mágoas, de medos. E rodeados por pessoas, em alguns momentos, piores do que nós mesmos.
Mas me fez pensar. Muito porque a frase pode ser aplicada a todos os problemas enfrentados por nós (minha família) e causados pela minha irmã e também porque eu vivo, sozinha, meus próprios dramas diários, que necessitam muito de perdão e compreensão.
Em nome de algo maior. Em nome da minha paz de espírito.
Eu preciso perdoar. Deixar para trás. Olhar para frente. E tentar mais uma vez.
"O perdão é, na verdade, para a gente se livrar do ódio. Se você
não perdoa e fica com ódio, com o tempo você é que está condenado, fica
doente, passa as noites sem dormir” (Masataka Ota, pai de um menino de 7 anos que foi seqüestrado e morto em 1997)
E não é assim mesmo? Pensa bem: se não perdoamos as pessoas pelo mal que nos fizeram, sentimos uma raiva muito grande para sempre. Mas é fácil? Não, não é fácil perdoar. Nem um pouco. Por isso que, dizem por aí, perdoar é divino. E talvez por isso seja tão difícil perdoar, por sermos nós simples humanos, cheios de defeitos, de dores indescritíveis, de mágoas, de medos. E rodeados por pessoas, em alguns momentos, piores do que nós mesmos.
Mas me fez pensar. Muito porque a frase pode ser aplicada a todos os problemas enfrentados por nós (minha família) e causados pela minha irmã e também porque eu vivo, sozinha, meus próprios dramas diários, que necessitam muito de perdão e compreensão.
Em nome de algo maior. Em nome da minha paz de espírito.
Eu preciso perdoar. Deixar para trás. Olhar para frente. E tentar mais uma vez.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Na marra
Tem gente que só aprende na marra, levando porrada, tomando tombo, batendo a cabeça na parede, perdendo tudo, até mesmo a vergonha na cara.
E, para não usar de novo como exemplo minha irmã, sempre presente neste blog (até porque ele foi criado em sua "homenagem"), vou falar sobre mim. Pra variar um pouco e para que não pensem que só ela tem problemas (muitos, por sinal). Afinal, quem não tem?
Eu sempre fui muito gastona, consumidora compulsiva. Gosto de roupas, amo sapatos e acessórios, principalmente bolsas. Elas praticamente caem de dentro do armário, juntamente com as dezenas de pares de pisantes. Por isso, parcelo, parcelo, parcelo. Quando dá, pago à vista.
Pois bem: entrei de férias em março, mês passado, e gastei mais do que o normal. Até então, eu dava conta das contas, mesmo entrando no vermelho. Durante as férias, porém, perdi completamente o controle, gastei os tubos no cartão de crédito e entrei no cheque especial. Isso, somado às contas que eu tenho que pagar sozinha (uma vez que moro sozinha e me sustento) e aliado à última parcela do IPVA, me quebrou. Mas me quebrou bonito.
Tive que pedir dinheiro para meu pai, olha que vexame. Que situação mais chata, uma pessoa de quase 28 anos pedindo dinheiro pro pai.
A gota d'água veio agora há pouco: voltou sem fundos o cheque que dei para pagar a primeira parcela do meu vestido de madrinha do casamento da minha prima. Minha mãe - que resolveu me ajudar e ia bancar essa primeira parcela - demorou a depositar a quantia e, quando o cheque bateu lá no banco, não deu outra: voltou voando. Que vergonha, que vergonha.
Eu não sou caloteira! Pago minhas contas em dia!
Liguei com o rabo entre as pernas para a costureira e pedi mil desculpas. Ela disse que tudo bem, mas aposto que vai ficar com a pulga atrás da orelha toda vez que depositar meus cheques (são 4 parcelas no total). Mais parcelas...
Depois de tanto perrengue financeiro em apenas 15 dias de mês, decidi tomar uma atitude e mudar de hábito. Chega de ser gastona. Abaixo o consumismo.
Toma vergonha na cara, menina!
E, para não usar de novo como exemplo minha irmã, sempre presente neste blog (até porque ele foi criado em sua "homenagem"), vou falar sobre mim. Pra variar um pouco e para que não pensem que só ela tem problemas (muitos, por sinal). Afinal, quem não tem?
Eu sempre fui muito gastona, consumidora compulsiva. Gosto de roupas, amo sapatos e acessórios, principalmente bolsas. Elas praticamente caem de dentro do armário, juntamente com as dezenas de pares de pisantes. Por isso, parcelo, parcelo, parcelo. Quando dá, pago à vista.
Pois bem: entrei de férias em março, mês passado, e gastei mais do que o normal. Até então, eu dava conta das contas, mesmo entrando no vermelho. Durante as férias, porém, perdi completamente o controle, gastei os tubos no cartão de crédito e entrei no cheque especial. Isso, somado às contas que eu tenho que pagar sozinha (uma vez que moro sozinha e me sustento) e aliado à última parcela do IPVA, me quebrou. Mas me quebrou bonito.
Tive que pedir dinheiro para meu pai, olha que vexame. Que situação mais chata, uma pessoa de quase 28 anos pedindo dinheiro pro pai.
A gota d'água veio agora há pouco: voltou sem fundos o cheque que dei para pagar a primeira parcela do meu vestido de madrinha do casamento da minha prima. Minha mãe - que resolveu me ajudar e ia bancar essa primeira parcela - demorou a depositar a quantia e, quando o cheque bateu lá no banco, não deu outra: voltou voando. Que vergonha, que vergonha.
Eu não sou caloteira! Pago minhas contas em dia!
Liguei com o rabo entre as pernas para a costureira e pedi mil desculpas. Ela disse que tudo bem, mas aposto que vai ficar com a pulga atrás da orelha toda vez que depositar meus cheques (são 4 parcelas no total). Mais parcelas...
Depois de tanto perrengue financeiro em apenas 15 dias de mês, decidi tomar uma atitude e mudar de hábito. Chega de ser gastona. Abaixo o consumismo.
Toma vergonha na cara, menina!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Devastador
"Consumo de crack se alastra entre moradores de rua e também na classe média", diz o título de uma notícia publicada no último dia 10 no site do Globo.
Leia trechos da reportagem:
- "Atualmente, os dependentes de crack representam 30% dos atendimentos, ficando atrás apenas dos usuários de cocaína" (segundo dados de um núcleo de estudos da Uerj)
- "Psiquiatra afirma que em 21 anos de trabalho com dependentes de droga nunca enfrentou um quadro tão grave"
- "Até 2002, no Rio, traficantes impediam a venda da droga nas favelas porque, além de ser barata, causa um efeito rápido e devastador no viciado"
Preciso escrever mais alguma coisa sobre o que o crack causa na pessoa?
Leia trechos da reportagem:
- "Atualmente, os dependentes de crack representam 30% dos atendimentos, ficando atrás apenas dos usuários de cocaína" (segundo dados de um núcleo de estudos da Uerj)
- "Psiquiatra afirma que em 21 anos de trabalho com dependentes de droga nunca enfrentou um quadro tão grave"
- "Até 2002, no Rio, traficantes impediam a venda da droga nas favelas porque, além de ser barata, causa um efeito rápido e devastador no viciado"
Preciso escrever mais alguma coisa sobre o que o crack causa na pessoa?
Uma droga
Droga é droga. Sim, é. Todas as drogas são iguais? Não, não são.
Os efeitos são diferentes, mais ou menos agressivos. Todas fazem algum tipo de mal ao organismo, à pessoa. Mas umas causam um estrago maior.
Uma pessoa pode fumar maconha a vida inteira e ficar nisso, não experimentar nenhum outro tipo de droga. Se vai ter efeito colateral a longo prazo? Ah, claro que vai. Vai ficar meio songo-mongo, sem memória, meio tonto. Mas pode não passar disso. É até uma droga aceita socialmente. Nunca ouvi falar de alguém que tenha morrido de overdose de maconha. Só se for de tanto rir. Ou comer.
Por outro lado, um comprimido de ecstasy basta para te dar uma parada cardíaca, te desidrata, ferve a cabeça.
A cocaína pode te matar de overdose numa noite.
E o crack... bem, o crack é uma merda. Além de levar a pessoa ao vício em pouco espaço de tempo (eu já li que uma vez que alguém usa o crack já tem 95% de chances de se viciar), deturpa a sua personalidade. Mexe com a "psique", transforma o jeito, leva a pessoa a cometer os mais impensáveis atos. Tudo em nome do vício. O usuário de crack não come, porque só quer saber de se drogar. Tem alucinações. Fala sem parar, como se fosse o centro do mundo (e ninguém está muito interessado nas idéias dele porque não fazem sentido nenhum).
Eu vi minha irmã, no ano passado, emagrecer quase 10 quilos em dois meses. Olheiras profundas. Uma tosse cadavérica.
O crack é como um tsunami dentro do organismo: arrasta tudo, destrói sem dó.
Droga é droga.
Os efeitos são diferentes, mais ou menos agressivos. Todas fazem algum tipo de mal ao organismo, à pessoa. Mas umas causam um estrago maior.
Uma pessoa pode fumar maconha a vida inteira e ficar nisso, não experimentar nenhum outro tipo de droga. Se vai ter efeito colateral a longo prazo? Ah, claro que vai. Vai ficar meio songo-mongo, sem memória, meio tonto. Mas pode não passar disso. É até uma droga aceita socialmente. Nunca ouvi falar de alguém que tenha morrido de overdose de maconha. Só se for de tanto rir. Ou comer.
Por outro lado, um comprimido de ecstasy basta para te dar uma parada cardíaca, te desidrata, ferve a cabeça.
A cocaína pode te matar de overdose numa noite.
E o crack... bem, o crack é uma merda. Além de levar a pessoa ao vício em pouco espaço de tempo (eu já li que uma vez que alguém usa o crack já tem 95% de chances de se viciar), deturpa a sua personalidade. Mexe com a "psique", transforma o jeito, leva a pessoa a cometer os mais impensáveis atos. Tudo em nome do vício. O usuário de crack não come, porque só quer saber de se drogar. Tem alucinações. Fala sem parar, como se fosse o centro do mundo (e ninguém está muito interessado nas idéias dele porque não fazem sentido nenhum).
Eu vi minha irmã, no ano passado, emagrecer quase 10 quilos em dois meses. Olheiras profundas. Uma tosse cadavérica.
O crack é como um tsunami dentro do organismo: arrasta tudo, destrói sem dó.
Droga é droga.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Vai bem, obrigada
E a Gisela?
Está bem, fazendo tratamento com a Dra. Vera e com o psiquiatra (começou ontem) e indo à faculdade.
Vai muito bem, obrigada?
Está bem, fazendo tratamento com a Dra. Vera e com o psiquiatra (começou ontem) e indo à faculdade.
Vai muito bem, obrigada?
terça-feira, 8 de abril de 2008
Bem lá no fundo
É uma mistura de dó e medo. É isso que eu sinto em relação a ela.
Como pode ser tão auto-destrutiva assim? Como pode chegar tão no fundo do poço?
É assustador. Dá medo.
É triste vê-la assim. Dá muita dó.
Como pode ser tão auto-destrutiva assim? Como pode chegar tão no fundo do poço?
É assustador. Dá medo.
É triste vê-la assim. Dá muita dó.
Reféns
Refém mental. Nunca tinha ouvido falar nisso. E não é que existe? Meus pais são reféns rendidos da minha irmã. Aquela desequilibrada mental. É tudo coisa da mente. Poder da mente, sabe? Existe também. Nem remédio dá jeito, nem remédio a derruba, segura. A cabeça dela é mais forte (ou mais fraca, dependendo do ponto de vista) do que qualquer dose cavalar.
E eu, à minha maneira, viro refém também. Na medida em que não consigo impedir que os problemas dela afetem minha vida, viro refém mental. Refém dos problemas dela, como se eu tivesse que ter problema também na minha vida. Olha, minha vida vai muito bem, obrigada. Eu sou uma pessoa feliz. Eu não cavei os problemas dela, eu fiz de tudo no meu caminho para evitar o que acontece com ela hoje. Eu tomei as rédeas da minha vida. Eu mereço ser feliz.
Mas eu vou precisar dar um jeito nessa história de refém: eu não posso, toda vez que ela faz merda, parar o meu relógio, deixar de viver os meus dias do meu jeito, da maneira que eu escolhi. Eu não posso me afundar, me acabar, me deprimir, brigar com todos.
O problema dela é o pai de todos os problemas.
Eu preciso erguer o meu muro de Berlim. Nem que, depois, eu venha a derrubá-lo.
E eu, à minha maneira, viro refém também. Na medida em que não consigo impedir que os problemas dela afetem minha vida, viro refém mental. Refém dos problemas dela, como se eu tivesse que ter problema também na minha vida. Olha, minha vida vai muito bem, obrigada. Eu sou uma pessoa feliz. Eu não cavei os problemas dela, eu fiz de tudo no meu caminho para evitar o que acontece com ela hoje. Eu tomei as rédeas da minha vida. Eu mereço ser feliz.
Mas eu vou precisar dar um jeito nessa história de refém: eu não posso, toda vez que ela faz merda, parar o meu relógio, deixar de viver os meus dias do meu jeito, da maneira que eu escolhi. Eu não posso me afundar, me acabar, me deprimir, brigar com todos.
O problema dela é o pai de todos os problemas.
Eu preciso erguer o meu muro de Berlim. Nem que, depois, eu venha a derrubá-lo.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Feliz novos rumos
Hoje, 2 de abril, a Gisela faz 21 anos. Atingiu a maioridade absoluta. Avisei a ela, brincando, na última sexta-feira (antes de ela sumir), que agora é com ela. Não tem pai nem mãe que resolva.
Então, neste dia de celebrar mais um ano de vida dela e o retorno - salva (não sei se sã) - para casa, eu desejo, nada mais nada menos, que:
1- Juízo
2- Humildade
3- Consciência
4- Pé no chão
5- Capacidade de ouvir
6- Capacidade de não mentir
7- Discernimento
8- Paz de espírito
9- Inteligência emocional
10- Respeito ao próximo
Pronto. O top 10 do último ano. O ano em que minha irmã usou droga.
Então, neste dia de celebrar mais um ano de vida dela e o retorno - salva (não sei se sã) - para casa, eu desejo, nada mais nada menos, que:
1- Juízo
2- Humildade
3- Consciência
4- Pé no chão
5- Capacidade de ouvir
6- Capacidade de não mentir
7- Discernimento
8- Paz de espírito
9- Inteligência emocional
10- Respeito ao próximo
Pronto. O top 10 do último ano. O ano em que minha irmã usou droga.
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