Estou, neste momento, vendo SPTV 2ª Edição. Inauguração de um hospital em Cotia, que receberá 30 jovens para recuperação de dependentes químicos. E que vai acompanhar depois as pessoas por um tempo. Parece que antes os dependentes químicos carentes iam para hospitais psiquiátricos, em vez de serem encaminhados para clínicas de reabilitação.
A situação fica feia quando você é pobre. Esse hospital vai ser uma coisa boa, muito boa. Qualquer iniciativa é válida. Qualquer uma.
Alguns meninos deram depoimento na reportagem, sem mostrar o rosto. Mas dava para perceber que eram jovens demais, como têm sido todos eles, os drogadictos. Um deles contou que estava tão viciado que o próprio traficante sugeriu a ele deixar a droga. O outro revelou que começou a traficar para bancar o próprio consumo. Minha irmã chegou perto disso, mas foi salva a tempo.
O problema é que, quando não se tem dinheiro nem família estruturada, ninguém te tira de lugar nenhum. Você só vai afundando, se enfiando cada vez mais pra baixo, entrando no buraco fundo... até não ter volta. Até ser preso ou morrer ou os dois.
Parabéns a quem teve essa ideia brilhante de levantar um hospital como esse de Cotia. Só falta saber se vai funcionar direito mesmo. Mas chega a arrepiar a novidade.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Como 2009, que se inicia
Drogas urbanas chegam ao campo e viciam trabalhadores rurais. Essa é a mais nova notícia. Bem, nem é muito nova, afinal de contas eu já ouvi falar disso. Lá na minha cidade tem história do tipo.
O título das reportagens tem variado, pra pior, mostrando o alastramento do consumo de crack e demais drogas por aí. Antes a gente lia “mãe acorrenta filho para evitar uso de crack”. De tanto acontecer, esse fato já virou “carne de vaca”. Sem perder a importância e a gravidade, claro. As notícias sobre crack só têm mudado de viés, o problema é o mesmo e ainda não diminuiu.
Faz tempo que não escrevo aqui, mas isso não quer dizer que eu tenha parado de pensar no assunto, no caso da minha irmã, e nela – propriamente dita. É que meus dias mudaram um pouco. Troquei de emprego, não tenho acesso ao blog mais durante o dia. Só à noite. E tenho chegado cansada para entrar na internet.
Para resumir os últimos acontecimentos: ela saiu da internação depois de 9 meses. Está morando em São Bernardo do Campo, onde vai voltar a estudar veterinária. Divide apartamento com uma amiga. E faz terapia duas vezes por semana. Continua criança. Continua imatura. Mas a gente espera que mude logo. Eu não tenho falado muito com ela, sabe. Perdi um pouco a vontade, sei lá.
Quem é a amiga dela? É assunto para outro post.
Nessa história toda, uma revelação nova em folha (como 2009, que se inicia) me incomoda: mas eu não vou dizer o que é agora. Por enquanto, morre comigo.
O título das reportagens tem variado, pra pior, mostrando o alastramento do consumo de crack e demais drogas por aí. Antes a gente lia “mãe acorrenta filho para evitar uso de crack”. De tanto acontecer, esse fato já virou “carne de vaca”. Sem perder a importância e a gravidade, claro. As notícias sobre crack só têm mudado de viés, o problema é o mesmo e ainda não diminuiu.
Faz tempo que não escrevo aqui, mas isso não quer dizer que eu tenha parado de pensar no assunto, no caso da minha irmã, e nela – propriamente dita. É que meus dias mudaram um pouco. Troquei de emprego, não tenho acesso ao blog mais durante o dia. Só à noite. E tenho chegado cansada para entrar na internet.
Para resumir os últimos acontecimentos: ela saiu da internação depois de 9 meses. Está morando em São Bernardo do Campo, onde vai voltar a estudar veterinária. Divide apartamento com uma amiga. E faz terapia duas vezes por semana. Continua criança. Continua imatura. Mas a gente espera que mude logo. Eu não tenho falado muito com ela, sabe. Perdi um pouco a vontade, sei lá.
Quem é a amiga dela? É assunto para outro post.
Nessa história toda, uma revelação nova em folha (como 2009, que se inicia) me incomoda: mas eu não vou dizer o que é agora. Por enquanto, morre comigo.
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