Me lembrei de uma história que ouvi na quarta-feira passada. No lugar onde minha irmã está, chegaram dois irmãos (um menino e uma menina) para serem internados. Quem viu me contou que a cena era triste: a cara da mãe, transtornada. E pior: o menino conseguiu entrar com droga (cocaína), porque escondeu tão bem que a revista falhou. E espalhou a droga lá dentro. Até que, diz minha irmã, ela e mais dois internos pegaram e entregaram a mercadoria para as autoridades competentes da clínica. Palmas. Pior é a mãe dos dois: se com um já é foda, imagina dois filhos perdidos no mesmo problema.
Eu ando muito descrente, de tudo. Não só com relação a isso, mas provavelmente isso deve ter contaminado o resto, o meu dia-a-dia. Não tenho saco para certas coisas e pessoas. Não tenho paciência para correr atrás. Estou de saco completamente cheio, irritada, irada, brava. Minha vontade é socar alguém.
Um colega de trabalho cruzou comigo pelo corredor do jornal ontem e brincou perguntando se eu tinha umas luvas de boxe para emprestar para ele (certamente o dia dele também estava péssimo). "Ainda bem que não tenho, senão já tinha batido no primeiro que me olhasse", respondi. Pois foi assim que passou essa semana.
Não me encham o saco. Falem só o necessário.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário