segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como 2009, que se inicia

Drogas urbanas chegam ao campo e viciam trabalhadores rurais. Essa é a mais nova notícia. Bem, nem é muito nova, afinal de contas eu já ouvi falar disso. Lá na minha cidade tem história do tipo.

O título das reportagens tem variado, pra pior, mostrando o alastramento do consumo de crack e demais drogas por aí. Antes a gente lia “mãe acorrenta filho para evitar uso de crack”. De tanto acontecer, esse fato já virou “carne de vaca”. Sem perder a importância e a gravidade, claro. As notícias sobre crack só têm mudado de viés, o problema é o mesmo e ainda não diminuiu.

Faz tempo que não escrevo aqui, mas isso não quer dizer que eu tenha parado de pensar no assunto, no caso da minha irmã, e nela – propriamente dita. É que meus dias mudaram um pouco. Troquei de emprego, não tenho acesso ao blog mais durante o dia. Só à noite. E tenho chegado cansada para entrar na internet.

Para resumir os últimos acontecimentos: ela saiu da internação depois de 9 meses. Está morando em São Bernardo do Campo, onde vai voltar a estudar veterinária. Divide apartamento com uma amiga. E faz terapia duas vezes por semana. Continua criança. Continua imatura. Mas a gente espera que mude logo. Eu não tenho falado muito com ela, sabe. Perdi um pouco a vontade, sei lá.

Quem é a amiga dela? É assunto para outro post.

Nessa história toda, uma revelação nova em folha (como 2009, que se inicia) me incomoda: mas eu não vou dizer o que é agora. Por enquanto, morre comigo.

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