Hoje eu me lembrei (ou melhor, parei para pensar mais demoradamente) de duas pessoas: da dona Neusa e do seu Evandro. Meus avós (por parte de mãe e por parte de pai, respectivamente). Enquanto pensava neles (depois da terapia, tomando um café), parei um minuto e me dei conta do seguinte: hoje, dia 18 de dezembro, faz 20 dias da data da morte da minha vó Neusa e faltam 19 dias para a data da morte do meu vô Evandro. É o exato interstício entre as duas mortes. Neusa morreu no dia 28 de novembro de 2005. Evandro, no dia 6 de janeiro de 2006. Doeu porque dói quando alguém morre, é assim mesmo. Mas doeu mais porque foram perdas muito próximas, uma de cada lado da família. Pelo mesmo motivo: coração.
Eu lembro e fico com saudade. Do que eu nunca falei, das vezes que não deu pra encontrar, de ter morado longe por tanto tempo. Eu lembro porque faz dois anos as duas perdas. E, talvez, porque seja fim de ano. Seja natal. 2008 está aí batendo na porta, cheio de planos, cheio de energia. Apesar de, em alguns momentos, faltar energia ultimamente.
É fim de 2007. O ano que muita coisa boa aconteceu para mim, no trabalho, na vida pessoal (eu tenho meu pinguim agora).
É fim de 2007, ainda bem. Porque ele vai ser lembrado também por fatos tristes, histórias pesadas, choros angustiantes, medo, dor. Saudade. De uma irmã que está longe (como diz aquele texto que fala sobre saudade).
Chega de saudade. Vou deixar o coração respirar aliviado.
Bola pra frente, porque 2008 vai cair (tem que cair) feito uma luva!
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Um comentário:
Se você pensa o quanto foi duro perceber o tanto que poderia ter conversado, papeado, vivido por estar longe, imagine eu, aqui do ladinho.....
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