Uma vida inteira de atos corretos é manchada por um único erro grave. Fatalista? Sim, mas é duro admitir que é verdade. Existem muitos casos por aí para comprovar.
Por isso, quando ela pede para passar o feriado na companhia dos parentes em Minas, a cabeça já entra em parafuso: será que ela já tem capacidade para isso? Será que não vai aprontar de novo? Olha, ela já está morando sozinha em Rio Preto, fazendo faculdade. Um voto de confiança já foi dado.
A verdade é que é preciso confiar. Acreditar que o erro não vai se repetir. Tem que dar uma segunda chance. É fácil, fácil falar. Quando acontece com a gente é que são elas. Ser capaz de dar uma segunda chance é um dom, eu acho. Poder perdoar é nobre. E, uma vez concedida a tal segunda chance, o jeito é administrar os pavores e medos decorrentes da decisão (e que estarão presentes todas as horas do dia, pode acreditar).
Há muita gente sendo agraciada com a possibilidade de consertar um erro. Tem gente que nem sabe disso... apenas desconfia.
Restaurar a confiança quebrada é divino. Mas leva tempo.
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