domingo, 3 de fevereiro de 2008

O mundo acordar, e a gente dormir

Teve uma época em que meus sonhos eram enigmáticos, daqueles que é preciso decifrar para entender. Cheios de símbolos, sabe... Mas isso foi antes, uns meses atrás. Faz uma semana que eles têm sido bem reais. Desses que te fazem acordar meio desatordoado: foi só um sonho mesmo?
Uma coisa é sonhar com um pântano, enlamaçado, com meu pai sendo arrastado lodo adentro por um urso. Ou então sonhar que está apagando um incêndio. Vários incêndios, em uma fileira de ar-condicionado.
Outra coisa é sonhar, com todas as imagens, com droga. Em um dos sonhos recentes, eu vivia em uma família que traficava drogas. No outro, que foi esta noite que passou, eu achava cocaína no bolso da calça da minha irmã, escondida. E perguntava a ela: onde você conseguiu isso? Ela não dizia. Quem te deu isso? Você comprou? E ela, nada. Quando ela resolveu falar, disse que tinha ganhado o papelote branco de um amigo (que existe na vida real, mas que eu não vou citar nominalmente aqui). E eu pra ela: você não entende que precisa se afastar dessas pessoas? Não percebe que tem que fazer novas amizades, se relacionar com quem se importa com você? Essas pessoas não estão nem aí pra você! Não percebe isso?
Parecia até o filme repetido do último ano da vida dessa família.

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