Desculpa pra voltar a fumar.
Pra sair todas as noites.
Pra brigar.
Pra faltar ao trabalho.
Pra reclamar da vida, em geral.
Desculpa pra terminar um namoro.
Pra adiar uma conversa.
Pra não ir à terapia.
Pra ficar em casa e não fazer nada.
Desculpa pra gritar com alguém.
Pra não ir com a cara de alguém.
Pra transar com alguém.
Pra odiar e amar.
Desculpa pra não gostar do chefe.
Pra comer comida que engorda e faz mal.
Pra não lavar o carro.
Pra torrar o salário no shopping.
Desculpa pra ter recaídas.
Pra se deixar levar pelo desejo incontrolável.
Pra poder ter aquela última vez, a última sensação.
Desculpa pra recomeçar tudo de novo, outra vez.
Desculpa pra disfarçar a vontade insaciável que sempre esteve ali, mas que a consciência nos impede de colocar pra fora. E por isso a gente arruma uma desculpa. Quase sempre.
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