quinta-feira, 18 de junho de 2009

Parece até que eu já sabia

Eu costumo sumir mesmo. É assim com amigos, com a terapia, com a própria família. Preciso.

Às vésperas do meu aniversário, o problema aconteceu. Ou melhor, voltou a acontecer um problema, como tem sido desde 2007, sempre na véspera do meu aniversário. Mas, dessa vez, não foi droga. Continua sendo relacionado a ela, mas pelo menos não envolveu droga.

Depois de uma briga feia, em que saiu até porrada (oxe), ela teve que deixar a casa onde morava e ficou sem lugar. Toco eu a buscá-la lá em São Bernardo, chorando, desconsolada. Nunca a tinha visto tão triste na vida. E agora? Mora comigo? Não. Não é opção. Eu não moro sozinha. E chega de me explicar, não dá e pronto. Mora ela sozinha? Depois de terminar um relacionamento, toda vulnerável, correndo risco de ter recaídas? Também não dá. O vício está sempre à espreita.

Voltou, então, para a clínica. Está lá desde então e vai ficar até o mês de julho acabar. Depois, vai morar num flat com uma acompanhante terapêutica.

O que entristece é, além de vê-la sofrer por alguém, é ver a vida parar. Porque não é como eu ou você, que resolvemos problemas, tomamos pé na bunda e continuamos pra frente. Tropeçando, mas pra frente. A faculdade parou. O cotidiano que era retomado tombou pra outro lado, desnorteado. Deixando o resto de nós desnorteados. Doeu o coração. Senti tristeza.

E minha vontade, naqueles dias, era soltar um belo e sonoro: eu bem que avisei que não ia dar certo...

Um comentário:

Unknown disse...
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