Ainda de férias. Fui pra casa, no interior. Até achei que as coisas fossem melhorar. Mas, que nada. Melhora nada. É só gente desabando de tristeza. Gente sentindo frustração. Gente sentindo raiva. Gente sem saber como pode ajudar. Gente tentando dar força. Eita fim de ano que se aproxima. Natalzinho bosta que vai ser esse. Eu vou trabalhar, não vou passar com ninguém da minha própria família. A menina foi internada de novo. Vai ficar por lá mesmo, até fevereiro ou março, não sei. Lá, pelo menos, ela fica longe do vício de merda. Eu odeio droga. Tem hora que não suporto nem mesmo a mais leve das drogas. Até minha vontade de tomar uma cervejinha some ultimamente. E eu vou parar de fumar, de novo. Tentar pelo menos. No dia 3 de janeiro, marquei uma data.
Pior é a tal sensação de impotência. "Fala com ela você, tenta convencer de que é o melhor pra ela a internação". E eu travei. Não sabia o que dizer. Porque eu me sinto impotente. Todos somos impotentes, uns vermes perante o problema.
Que cocô de fim de ano, viu.
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