quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Era ela e era eu

Minha terapeuta me disse para não congelar minha vida por causa dos problemas da minha irmã, porque, diz ela, é isso que eu estou fazendo nos últimos dias. Deixei o desânimo tomar conta. Deixei a lâmpada acesa para a tristeza entrar (como diz "Regra Três"). Perdi as rédeas da situação e o problema dela, que não é meu, penetrou no meu trabalho, no meu namoro, na minha casa. Tirou meu sono.
Preciso construir barreiras mais fortes, armaduras mais potentes contra o problema da minha irmã. Porque eu não sou ela. Eu preciso continuar minha vida, apesar do buraco em que ela se meteu. Tenho que dar continuidade aos meus planos. Eu posso me envolver na questão, mas sem me afundar junto. Eu posso tentar ajudá-la, mas sem ser arrastada. Isso não vai adiantar.
É como se eu fosse ela. Como se eu tivesse que sofrer também, parar minha vida e só recomeçar quando ela estiver pronta para recomeçar. Mas eu não sou a Gisela. Eu sou a Isabela. A semelhança está só na sonoridade do nome. Na minha vida quem manda sou eu.

ps.: o título deste post lembra o título de uma música do Chico

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