sábado, 19 de setembro de 2009

Estampado na cara pra toda a gente ver

Eu não tenho gostado muito de ficar sozinha. Ontem eu saí de casa, pra procurar gente. Pra passar o tempo e esquecer. Dos problemas. Da angústia. Da vontade. Da insônia. Da Gisela. De mim.
Mas a cerveja não desce direito, vai meio torta. O cigarro alivia a ansiedade. A fome não bate. Os olhos querem piscar mais lentamente. E eu só quero companhia.
Às vezes quero falar, outras eu quero calar. Falar faz lembrar. Calar faz enlouquecer. E, então, eu tenho vontade só de ficar encoberta, no silêncio. Mas aí dá vontade de chorar.
As olheiras estão monstras. Comprei dois batons novos, para tentar colorir as coisas (se bem que essa nova moda, do nude, tira cor da gente, em vez de botar). Eu gosto de coisas coloridas. Dias de sol. De gente rindo, mas não tão alto. Acho que alguns momentos uma risada muito alta incomoda e irrita. Será que a felicidade incomoda e irrita também?
Estou abatida e cansada. Dormi 4 horas por noite essa semana, com sonos agitados, sonhos misturados à realidade.
Ficou estampado na cara pra toda a gente ver meu sofrimento.

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