Li ontem a notícia da morte de uma roteirista da Globo, por causa de um câncer de mama que deu metástase. Lembrei na hora da Thaty, amiga minha e irmã de uma de minhas melhores amigas. Ela morreu em 26 de dezembro do ano passado depois de lutar por três anos contra um câncer de mama que voltou a aparecer no seio e depois foi para o fígado e os ossos.
Ela só tinha 30 anos.
O problema da Thaty começou quase ao mesmo tempo que o da minha irmã. Por isso, eu e Flavinha, a irmã da Thaty, nos aproximamos mais ainda. Porque nós duas sofríamos por nossas irmãs e não tínhamos como ajudar. Só até certo ponto.
A gente se reconhecia na dor.
A tristeza dessa história é que a Thaty morreu. Minha irmã não morreu, mas voltou a ser internada. É uma parte da gente que morre de pouquinho em pouquinho toda vez que ela tem recaída. É a quinta.
Claro que nada se iguala à perda pela morte. Eu não consigo nem imaginar.
Eu demorei a entender que o vício é uma doença. Achava que a pessoa procurava porque queria, simples assim. E que minha irmã era pior que a Thaty por ser viciada, não doente de câncer. Afinal, quem experimenta câncer pra ver se é bom, por curtição? Ninguém.
Mas o vício é como um câncer. O vício é, sim, uma doença. Como eu já disse aí embaixo.
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