Esse filme está rendendo. Pois então, aqui vou falar sobre penas alternativas, que foi o que o João Estrela recebeu na vida dele (na minha opinião). Pensa bem: o cara era o maior traficante daqueles anos, no Rio. Ele vendia a cocaína para toda a sociedade carioca. Vendeu lá fora, no exterior, fez tráfico internacional. E recebeu só 3 anos? Em um hospital psiquiátrico? É pouco. Pensa bem, é muito pouco.
Mas eu acho que não foi errada a pena. O lugar onde ele ficou, sim, foi errado. Vou tentar explicar.
O cara era um viciado. Ele não vendia droga para ser rico, ele não virou um milionário do tráfico (como o outro personagem), não teve propriedades. Tudo que ele ganhou, ele gastou. Ele vendia para se sustentar. Ele era um doente, que precisava de tratamento - não de cadeia, que não recupera ninguém, está todo mundo cansado de saber. Por isso eu acho que a pena foi acertada.
Agora, o lugar pra onde ele foi... aquilo lá também não recupera ninguém. João Estrela só se livrou do vício por mérito próprio, porque não tinha saída e não quis se render. Quis melhorar. Poderia muito bem ter ficado louco, como ele próprio disse em entrevistas recentes.
Dizem que as melhores clínicas de recuperação de drogados são as que não oferecem luxo nenhum. Porque, dizem, a pessoa só percebe o buraco onde se enfiou depois que começa a perder as mordomias: bomba nos estudos, perde o carro e, principalmente e acima de tudo, perde a confiança das pessoas. Isso é o pior. Sabe a história do Pedro e o lobo? Então, é mais ou menos assim.
Em um sistema judiciário que funcione bem, penas alternativas dariam certo. Aqui no Brasil... não sei não. Tenho minhas dúvidas.
O vício é uma doença.
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