Assisti ontem ao filme "Meu nome não é Johnny". Eu gostei do filme. Principalmente porque tem um final, digamos, feliz. Ele sai das drogas, do tráfico, do vício. E hoje trabalha no ramo musical, vive bem. O melhor, no final do filme, é a frase da juíza que o condenou a apenas 3 anos de "tratamento" em um hospital psiquiátrico: "João Guilherme Estrela é a prova viva de que as pessoas podem ser recuperadas."
Eu me arrepio até agora toda vez que lembro dessa frase. As pessoas podem ser recuperadas. Casos assim aconteceram, ainda acontecem. Elas podem ser recuperadas.
O filme tem umas tiradas ótimas, engraçadas... as cenas dele na prisão (cadeia de verdade) chegam a ser hilárias. O ator está muito bem no papel, na minha opinião. Não dei risada o filme todo. Na verdade, eu mais chorei do que ri. Era como se tivessem contando a história da minha irmã. Era como se eu olhasse a mãe do João Estrela e visse a minha própria família sofrendo.
E, no fim da sessão, quando as luzes se acenderam, o espanto dos outros pelo meu choro.Não tenho que explicar nada a ninguém. Me deixem chorar em paz. Me deixem sozinha com a minha angústia, só eu entendo dela.
Talvez eu tenha sido a única ontem a chorar vendo esse filme. Talvez eu tenha sido a única a chorar tanto nos últimos dias.
Claro que não. O mundo não gira no meu umbigo!
Tenha fé.
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