Minha mãe estava me contando ontem que a Gisela escreveu uma carta, endereçada ao meu pai, que chegou ontem. No papel ela diz que está arrependida de ter jogado tudo o que tinha fora, de ter perdido a oportunidade de recomeçar. Afirmou estar com vergonha do que fez, que se sente mal por saber que meu pai e minha mãe estão sofrendo tanto por ela. Que ela sabe que minha mãe passou a tomar remédios para dormir e para pressão por causa dela, unica e exclusivamente. Disse que ficou feliz ao saber que meu irmão ligou para ela lá na clínica, para saber do resultado do jogo do Palmeiras (ele não pôde conversar com ela, que está numa espécie de quarentena até o dia 26). Disse sentir mais saudades do meu pai e da Ana Vitória.
Como minha própria mãe disse, no papel ela diz de tudo mesmo. Promete mudar, se mostra arrependida. Na realidade é que são elas...
Apesar disso, eu ainda acredito que ela pode se livrar do vício. Porque outras pessoas conseguiram, pode ser que com ela dê certo também.
Vamos fazê-la assinar essa carta e mandar registrar em cartório. De repente um documento legal segura a menina no dia a dia.
"E meu pai? O que achou da carta?", perguntei. "Ele não falou nada, mas deve ter chorado um monte. Eu já estou escaldada", respondeu minha mãe. "Cadê ele agora?", quis saber. "Tá lá trabalhando no computador. Deixa ele quieto, pelo menos está se distraindo."
Minha cabeça saiu de férias, finalmente.
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