Segunda, dia 2/6, é meu aniversário. 28 anos. Nova ainda, bem nova. Muitos projetos, principalmente para daqui até o fim deste ano. O fim do inferno astral está chegando. Apesar de que, neste ano, eu acho que nem tive inferno astral. Passei meio batido pelo mês anterior ao meu aniversário. Tirando uma afta gigante dentro da boca, resultado de três mordidas consecutivas no mesmo lugar, e um leve tremor na pálpebra superior do olho direito, que só ataca quando eu estou no jornal, está tudo bem. Tuuuudo bem. Estou em paz, esperando do dia de dizer que tenho 28 anos. Vinte e muitos anos, né. Faltam só 2 para 30.
A dra. Marina disse que tenho motivos de sobra para comemorar.
Mas eu não me canso de lembrar que foi na época do meu último aniversário, mais precisamente 5 dias depois, que a minha irmã teve a primeira grande crise por causa do crack. Foi quando ela foi levada amarrada pelos bombeiros, para a primeira internação. Foi durante minha festa de aniversário (minha e da minha mãe, que faz 52 amanhã, dia 31). Quando eu tive que pedir para as pessoas irem embora da minha casa, porque a situação era feia. Foi quando meu irmão e meu pai saíram correndo atrás dela, que fugia para se drogar, e a trouxeram arrastada pelos braços, rua abaixo. Ela se debatendo, tentando se soltar, até que meu irmão lhe deu dois chutes e a derrubou no chão. Ela de roupa nova, com minhas sandálias rasteiras. E eu saí correndo em direção a eles, chorando, pedindo para ele parar de chutá-la.
Foi horrível. Inesquecível, no pior sentido que essa palavra pode ter. Porque essa imagem fica passando pela minha cabeça por esses dias, época de completar um ano do acontecimento. Época de eu fazer 28 anos.
Feliz aniversário para mim. Na hora de assoprar as velinhas, eu vou pedir para que, daqui pra frente, tudo seja diferente.
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