segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Covarde

Dia desses uma pessoa me chamou de covarde por ter enviado mensagens de texto por celular para minha irmã, em vez de ligar. Primeiro: quando eu liguei, ela não atendeu. Segundo: eu me expresso melhor escrevendo do que falando. Aliás, quando eu tenho algum problema que me aflige eu costumo me fechar e não falar. Viro uma ostra, como descreveu bem essa mesma pessoa que me chamou de covarde.

E em terceiro lugar, acho covardia alguém me chamar de covarde por ter agido de uma maneira que, talvez, não tenha sido a melhor, mas que foi a única que eu encontrei naquela hora, naquele momento. Se eu fosse falar pessoalmente, eu me irritaria tanto que era bem capaz de bater nela. Se eu fosse ligar, era bem provável que batesse o telefone na cara dela. E ela talvez nem me ouvisse.

A gente parece uma barata tonta em alguns momentos da vida, porque o problema é tão problema que a gente não sabe como agir. E age da melhor forma que encontra. Age como pode.

Eu hoje tenho tentado ajudar meus pais de todas as maneiras possíveis com relação a ela. Ajudá-la, neste momento, não tem como. Ela já está internada e, espero, tomando juízo. Ou não.

Minha mãe disse que ela pediu uma Bíblia e um terço, pra poder rezar. Minha mãe respondeu que não adianta nada só rezar lá dentro, se, quando sai, o capeta toma conta. Ela disse esperar mais compreensão da minha mãe. E eu emendei: ela caga todas as vezes e espera compreensão. Foi o que mais teve e não adiantou. Ela quer, na real, o mundo girando em torno dela. Isso me irrita. Se eu a encontrasse, falaria o que penso. E o pior é que hoje nem dá pra mandar mensagens, ela está incomunicável.

Eu mandaria de novo. É muito fácil condenar sem saber o que é vivenciar o fato.

Um comentário:

Anônimo disse...

"O vento vai dizer lento que virá."