Eu olho pela sacada de casa, pela janela do carro, pela tela da TV e sinto uma angústia, um quase-desespero. Esse mundo tem tanta maldade, tanta coisa-ruim, tanta injustiça. Eu me sinto sufocada.
Essa cidade gigante, barulhenta, cada um cuidando da sua própria vida, mas vivendo num dos maiores coletivos do mundo.
As políticas públicas são todas falhas. Os políticos são homens públicos desonrados, mais interessados em melhorar o seu bem-estar do que o dos outros, motivo pelo qual foram eleitos.
As pessoas se apegam a pequenos detalhes. A gente fica cego diante do todo. Do sofrimento. Da injustiça. Dos andarilhos pelas ruas, que parecem aumentar a cada dia que passa. Ou fui eu que parei para prestar atenção nisso mais do que prestava antes?
Durante minhas férias saí da letargia da grande cidade, dos movimentos automáticos do dia-a-dia. Voltei a ter vontade de trabalhar em outra área, no terceiro setor, ajudando os outros mais de perto.
O que isso tem a ver com este blog? Bem, foi há 3 anos, quando ela começou a usar drogas, que isso se acentuou em mim. Se o governo não dá conta de resolver o problema, a sociedade precisa começar a agir.
A nossa sorte, seres humanos, é que o mundo tem muita coisa bonita para se ver também. Pelo menos até agora.
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