segunda-feira, 14 de abril de 2008

Uma droga

Droga é droga. Sim, é. Todas as drogas são iguais? Não, não são.
Os efeitos são diferentes, mais ou menos agressivos. Todas fazem algum tipo de mal ao organismo, à pessoa. Mas umas causam um estrago maior.
Uma pessoa pode fumar maconha a vida inteira e ficar nisso, não experimentar nenhum outro tipo de droga. Se vai ter efeito colateral a longo prazo? Ah, claro que vai. Vai ficar meio songo-mongo, sem memória, meio tonto. Mas pode não passar disso. É até uma droga aceita socialmente. Nunca ouvi falar de alguém que tenha morrido de overdose de maconha. Só se for de tanto rir. Ou comer.
Por outro lado, um comprimido de ecstasy basta para te dar uma parada cardíaca, te desidrata, ferve a cabeça.
A cocaína pode te matar de overdose numa noite.
E o crack... bem, o crack é uma merda. Além de levar a pessoa ao vício em pouco espaço de tempo (eu já li que uma vez que alguém usa o crack já tem 95% de chances de se viciar), deturpa a sua personalidade. Mexe com a "psique", transforma o jeito, leva a pessoa a cometer os mais impensáveis atos. Tudo em nome do vício. O usuário de crack não come, porque só quer saber de se drogar. Tem alucinações. Fala sem parar, como se fosse o centro do mundo (e ninguém está muito interessado nas idéias dele porque não fazem sentido nenhum).
Eu vi minha irmã, no ano passado, emagrecer quase 10 quilos em dois meses. Olheiras profundas. Uma tosse cadavérica.
O crack é como um tsunami dentro do organismo: arrasta tudo, destrói sem dó.
Droga é droga.

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