No meio das notícias sobre o assassinato horrendo da menina Isabella (com dois 'L's), uma frase me chamou a atenção. Primeiro por sua natureza superior, por assim dizer. Segundo por ser a mais pura verdade.
"O perdão é, na verdade, para a gente se livrar do ódio. Se você
não perdoa e fica com ódio, com o tempo você é que está condenado, fica
doente, passa as noites sem dormir” (Masataka Ota, pai de um menino de 7 anos que foi seqüestrado e morto em 1997)
E não é assim mesmo? Pensa bem: se não perdoamos as pessoas pelo mal que nos fizeram, sentimos uma raiva muito grande para sempre. Mas é fácil? Não, não é fácil perdoar. Nem um pouco. Por isso que, dizem por aí, perdoar é divino. E talvez por isso seja tão difícil perdoar, por sermos nós simples humanos, cheios de defeitos, de dores indescritíveis, de mágoas, de medos. E rodeados por pessoas, em alguns momentos, piores do que nós mesmos.
Mas me fez pensar. Muito porque a frase pode ser aplicada a todos os problemas enfrentados por nós (minha família) e causados pela minha irmã e também porque eu vivo, sozinha, meus próprios dramas diários, que necessitam muito de perdão e compreensão.
Em nome de algo maior. Em nome da minha paz de espírito.
Eu preciso perdoar. Deixar para trás. Olhar para frente. E tentar mais uma vez.
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