sexta-feira, 25 de abril de 2008

48 horas

As primeiras 48 horas já se foram, mas ainda assim a polícia pediu para esperar mais um pouco, para ainda não prestar queixa de desaparecimento. Diz o delegado, que parece que é ex-viciado (pois é, isso existe), que de 48 a 72 horas os drogaditos voltam para casa. Ou porque acabou o dinheiro ou porque se empanturraram da droga. Pois é, isso também acontece. Será que é como chocolate: chega uma hora que enjoa?
Só sei que, de coitadinha viciada, que todos tinham dó e tentavam ajudar por compaixão, ela passou a louca e inconseqüente, que merece uma surra. Uma bela duma surra. Eu só não penso nela com mais raiva porque meu instinto familiar, de irmã, me impede. Eu tenho medo de ela não aparecer nunca mais.
Mas, olha, se aparecer (tem que aparecer), ela vai se ver comigo. Nem que seja por email.
Porque eu não quero nem vê-la por enquanto.

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