Tem gente que só aprende na marra, levando porrada, tomando tombo, batendo a cabeça na parede, perdendo tudo, até mesmo a vergonha na cara.
E, para não usar de novo como exemplo minha irmã, sempre presente neste blog (até porque ele foi criado em sua "homenagem"), vou falar sobre mim. Pra variar um pouco e para que não pensem que só ela tem problemas (muitos, por sinal). Afinal, quem não tem?
Eu sempre fui muito gastona, consumidora compulsiva. Gosto de roupas, amo sapatos e acessórios, principalmente bolsas. Elas praticamente caem de dentro do armário, juntamente com as dezenas de pares de pisantes. Por isso, parcelo, parcelo, parcelo. Quando dá, pago à vista.
Pois bem: entrei de férias em março, mês passado, e gastei mais do que o normal. Até então, eu dava conta das contas, mesmo entrando no vermelho. Durante as férias, porém, perdi completamente o controle, gastei os tubos no cartão de crédito e entrei no cheque especial. Isso, somado às contas que eu tenho que pagar sozinha (uma vez que moro sozinha e me sustento) e aliado à última parcela do IPVA, me quebrou. Mas me quebrou bonito.
Tive que pedir dinheiro para meu pai, olha que vexame. Que situação mais chata, uma pessoa de quase 28 anos pedindo dinheiro pro pai.
A gota d'água veio agora há pouco: voltou sem fundos o cheque que dei para pagar a primeira parcela do meu vestido de madrinha do casamento da minha prima. Minha mãe - que resolveu me ajudar e ia bancar essa primeira parcela - demorou a depositar a quantia e, quando o cheque bateu lá no banco, não deu outra: voltou voando. Que vergonha, que vergonha.
Eu não sou caloteira! Pago minhas contas em dia!
Liguei com o rabo entre as pernas para a costureira e pedi mil desculpas. Ela disse que tudo bem, mas aposto que vai ficar com a pulga atrás da orelha toda vez que depositar meus cheques (são 4 parcelas no total). Mais parcelas...
Depois de tanto perrengue financeiro em apenas 15 dias de mês, decidi tomar uma atitude e mudar de hábito. Chega de ser gastona. Abaixo o consumismo.
Toma vergonha na cara, menina!
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