Refém mental. Nunca tinha ouvido falar nisso. E não é que existe? Meus pais são reféns rendidos da minha irmã. Aquela desequilibrada mental. É tudo coisa da mente. Poder da mente, sabe? Existe também. Nem remédio dá jeito, nem remédio a derruba, segura. A cabeça dela é mais forte (ou mais fraca, dependendo do ponto de vista) do que qualquer dose cavalar.
E eu, à minha maneira, viro refém também. Na medida em que não consigo impedir que os problemas dela afetem minha vida, viro refém mental. Refém dos problemas dela, como se eu tivesse que ter problema também na minha vida. Olha, minha vida vai muito bem, obrigada. Eu sou uma pessoa feliz. Eu não cavei os problemas dela, eu fiz de tudo no meu caminho para evitar o que acontece com ela hoje. Eu tomei as rédeas da minha vida. Eu mereço ser feliz.
Mas eu vou precisar dar um jeito nessa história de refém: eu não posso, toda vez que ela faz merda, parar o meu relógio, deixar de viver os meus dias do meu jeito, da maneira que eu escolhi. Eu não posso me afundar, me acabar, me deprimir, brigar com todos.
O problema dela é o pai de todos os problemas.
Eu preciso erguer o meu muro de Berlim. Nem que, depois, eu venha a derrubá-lo.
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